É com o coração pesado que recebemos a informação do falecimento de Geraldo Venâncio Paticcie, aos 93 anos, ocorrido na terça-feira, 2 de dezembro de 2025, em sua cidade natal, Santos Dumont (MG). Ele deixa viúva, com quem celebraria 69 anos de união ainda neste mês, nove filhos, 15 netos e quatro bisnetos.

Geraldo dedicou a vida à antiga rede ferroviária (RFFSA), ocupando o posto de maquinista e, com muito orgulho, conduzindo a icônica Zezé Leone. Sua trajetória formou um elo vívido entre a história de Santos Dumont e o legado dos trilhos, fazendo dele guardião de memórias que se entrelaçam com o passado da ferrovia.

Por décadas, a Zezé Leone foi símbolo de progresso, de um modo de vida movido a vapor, de esperanças despontando com o som da sirene sobre trilhos. Com o apito dessa locomotiva tão cara à memória da cidade, Geraldo ajudou a transportar pessoas, e também histórias, sonhos e o cotidiano de gerações.

Hoje, com sua partida, o trem para. Não há mais o condutor que a tantos conduziu, nem o passo firme que ligava passado e presente. Resta o silêncio dos trilhos, o compasso da saudade, e o que se perdeu. Não apenas um homem, mas um herói da memória, que carregava no peito o peso, e o orgulho, de toda uma história ferroviária.

Mas resta também, e isso não se perde, O LEGADO, vivido em cada lembrança de quem o conheceu, em cada visita à Zezé Leone, em cada história de infância, de família, de comunidade. Que o nome de Geraldo sobreviva no asfalto, nos trilhos, nos corações. E que as gerações futuras se lembrem de quem ajudou a fazer da ferrovia mais do que meio de transporte, um capítulo da alma de Santos Dumont.

Fotografia: Amarildo Paticcie

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